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Construir em altura exige mais método, segurança e precisão

Construir em altura exige mais método, segurança e precisão!

Construir em altura exige mais método, segurança e precisão

Quando uma obra ultrapassa dezenas de pavimentos, a complexidade aparece em cada decisão, desde o planejamento até a execução. Está na movimentação de materiais, na previsão do recurso certo na hora certa, na repetição dos ciclos, na escolha dos sistemas, na segurança das equipes e da sociedade que vive o entorno da obra e na capacidade de manter previsibilidade até a entrega.

Essa preocupação ganha ainda mais importância com o atual momento de expansão do mercado imobiliário. Segundo dados da ABRAINC, em parceria com a Fipe, os lançamentos de imóveis cresceram 30,1% em volume e 31,1% em valor no ano passado. A construção civil também deve seguir em alta, com projeção da CBIC de crescimento de 1,2% para o PIB do setor em 2026, após avanço de 0,5% em 2025. A construção de prédios altos também mantém esse ritmo no cenário global. O estudo Council on Tall Buildings and Urban Habitat aponta que o mundo já soma 2.589 edifícios com 200 metros ou mais e 255 superaltos, com mais de 300 metros. O mesmo levantamento indica que há outros 404 acima de 200 metros em andamento, sinal de que a demanda por soluções técnicas para obras em altura continua avançando.

À medida que os empreendimentos crescem, aumenta também a necessidade de engenharia aplicada, integração entre projeto e execução e sistemas capazes de responder a obras mais complexas.

A altura muda o canteiro

Em prédios altos, produtividade e segurança dependem de decisões tomadas antes da execução. A escolha das fôrmas, dos acessos, dos sistemas de proteção e da logística vertical precisa considerar o ritmo da obra, a sua estrutura, as condições do canteiro e o plano de ataque definido para cada etapa.

A repetição dos pavimentos pode trazer ganhos importantes, mas isso só acontece quando há sistemas bem dimensionados, equipes preparadas e acompanhamento técnico próximo. Caso contrário, a altura amplia riscos de retrabalho, atrasos e falhas operacionais.

Aqui na SH, a atuação em obras desse porte começa com a análise dos projetos e das necessidades reais do cliente. Antes de propor uma solução, avaliamos orçamento, prazo, método construtivo, premissas da região e desafios específicos da execução. Em prédios altos, cada empreendimento tem características próprias e precisa ser tratada de forma individual.

O case Iconic Tower:

Um exemplo dessa abordagem é a nossa participação no Iconic Tower, edifício da FG Empreendimentos em Balneário Camboriú/SC, com mais de 200 metros de altura e entre 63 e 65 pavimentos. A parceria com a construtora já vinha de outros projetos e avançou com o uso do Lumiform SH® e do LumiUP SH® para apoiar a industrialização da obra.

No Iconic Tower, parte dos equipamentos usados anteriormente pela mesma construtora pôde ser reaproveitada após manutenção e adaptação. Esse ponto mostra como a durabilidade dos sistemas também contribui para a eficiência econômica, reduzindo a necessidade de novos investimentos e permitindo melhor aproveitamento dos materiais ao longo de diferentes empreendimentos.

A equipe padrão para execução de uma laje em construções desse porte era de 42 profissionais por semana. Com a aplicação do Lumiform SH®, esse número caiu para 24 pessoas, uma redução de 42% no tamanho do time. Em um mercado pressionado pela falta de mão de obra, esse resultado impacta diretamente a produtividade, a organização e o planejamento do canteiro.

Segurança também depende do método

Em obras verticalizadas, a segurança precisa fazer parte da solução adotada, do dimensionamento dos sistemas e da rotina de execução. Isso envolve proteção periférica, atendimento às normas brasileiras, emissão de ART, estabilidade dos equipamentos, treinamento dos profissionais e suporte técnico.

Quando esses elementos estão integrados, o canteiro ganha mais controle, reduz variações e cria condições melhores para que as equipes trabalhem com eficiência. A industrialização da construção passa por essa lógica, com menos improviso, mais previsibilidade e sistemas pensados para responder aos desafios reais da obra.

Prédios altos são uma expressão clara do avanço do setor, mas também evidenciam os seus principais obstáculos. Para construir melhor, é preciso antecipar cenários, planejar cada ciclo e escolher soluções compatíveis com a complexidade do projeto

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