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O que é o método Balanço Sucessivo?

24 de agosto de 2015

Balanço Sucessivo é um método de concretagem em in loco para a execução de pontes e viadutos em concreto armado  ou mais comumente concreto protendido.

Este sistema é utilizado quando existem obstáculos que inviabilizem de alguma maneira a execução de escoramentos apoiados. Estes obstáculos podem ser rios, lagos, desfiladeiros ou rodovias. Existe ainda a necessidade de se construir vãos de grandes comprimentos que seriam inviáveis em construções pré-moldadas inteiras.

O método de balanço sucessivo engloba duas metodologias: aduelas ou segmentos concretados in loco e segmentos pré-moldados.

Moldado in loco x Pré-moldado:

A construção segmentada de concreto pode ser executada de duas maneiras: usando elementos pré-fabricados ou através da concretagem in loco. As vantagens oferecidas pelos elementos pré-fabricados estão relacionadas principalmente à fabricação conduzida em uma planta industrial que oferece mais controle de qualidade e onde segmentos podem ser fabricados em paralelo com as atividades iniciais de construção em campo, melhorando o cronograma. Os principais desafios envolvidos na construção segmentada pré-fabricada estão no processo de logística e instalação entre o pátio de concretagem e o canteiro de obras.

Como alternativa, a construção moldada no local requer que toda a infra e mesma estrutura seja concluída antes da concretagem da superestrutura. A construção de adulas concretadas in loco é usada quando os segmentos pré-moldados são muito pesados para serem transportados ou o acesso ao canteiro de obras é muito restrito, o que pode ocorrer à medida que os vãos se tornam mais longos ou os tabuleiros se tornam mais largos.

O projeto de balanço sucessivo (ou progressivo) permite vãos maiores, reduzindo a quantidade de apoios (pilares). Esses vãos podem chegar até 300m. Isto torna o balanço sucessivo a opção mais econômica para vãos grandes, por que não existe a necessidade de criar pilares com espaçamentos menores que seriam necessários para estruturas convencionais.

Vale lembrar que o método é uma invenção brasileira e a primeira obra a utilizá-lo foi a Ponte Emilio Baumgart, antiga Ponte do Herval, sobre o Rio de Peixe, entre as cidades de Herval D’Oeste e Joaçaba em Santa Catarina, SCPR. A obra é de 1930 e foi executada pelo engenheiro brasileiro, Emílio Baumgart (1889-1943).

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Como funciona o balanço sucessivo? 

Partindo de pilares, a estrutura vai sendo concretada em etapas, chamadas de aduelas. Para a concretagem da 1ª aduela, o carro de avanço está preso na aduela de disparo (parte cinza do esquema abaixo).

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Após a concretagem, é necessário aguardar a protensão e posterior liberação para o avanço. Com a liberação, o carro de avanço é movimentado atrás através de rodas sobre os trilhos até a posição para a execução da 2ª aduela, e ficará preso através dos furos já pré determinados na 1ª aduela. Para a movimentação é necessário que as formas laterais e de fundo sejam afastadas das paredes. A movimentação manual é feita com a ajuda de tirfors.

Geralmente, as  aduelas tem comprimento de 3,00m até 6,00m e peso de 100 ton a 200 ton. O ciclo típico para concretagem é de, aproximadamente, uma semana.

A concretagem dos segmentos opostos são sempre simultâneas para que não haja desequilíbrio na estrutura e as deformações sejam controladas conforme previsto em projeto.

Ciclo de execução:

Aduela de disparo:

  • 30 dias entre montagem do escoramento, concretagem das lajes e paredes.

Segmentos:

  • Entre 8 a 10 dias para montagem da armadura, fôrmas, protensão e deslocamento do conjunto.

Equipe de Operação do Sistema:

  • Um encarregado;
  • Oito montadores.

Forma e desforma:

  • Quatro montadores operando os macacos;
  • Dois montadores segurando os tirantes;
  • Dois montadores soltando as porcas;
  • Um encarregado orientando e conferindo as operações.

Movimentação dos Conjuntos:

  • Quatro montadores puxando os Tifors (aceleração);
  • Dois montadores nos Tifors de segurança (freio);
  • Um montador acompanhando o alinhamento lateral do carro;
  • Um montador acompanhando o alinhamento inferior da mesa;
  • Um encarregado orientando e conferindo as operações.

Equipamentos para execução:

O equipamento se chama Carro de Avanço, e é composto por:

  • Treliças para transmitir o peso da concretagem para a estrutura já pronta;
  • Tirantes para pendurar o escoramento nas treliças;
  • Forma do fundo e das laterais;
  • Trilhos e rodas para movimentação;
  • Plataformas de acesso para os trabalhadores.

Existem diferentes modelos em função de carga e dimensões das aduelas, com diferentes métodos de avanço (manual ou hidráulico), e muitas soluções diferentes para as fôrmas.

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Quer saber mais sobre o método Balanço Sucessivo? Entre em contato com a nossa equipe pelo [email protected] ou no 0800 899 8903.

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