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Rodoanel Leste

Tecnologia off-shore e cimbramento móvel são aplicados de forma inédita na construção de trecho suspenso da maior obra rodoviária em andamento do Estado de São Paulo.

(A SH é a empresa responsável pela locação de fôrmas para essa obra).

Matéria da Revista Infraestrutura, por Gisele Cichinelli.
Edição 37 – Março/2014

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Cimbramento móvel é usado pela primeira vez em uma obra brasileira. Na foto, elevado localizado entre os municípios de Itaquaquecetuba e Suzano, em São Paulo.

Uma das maiores obras em extensão da América Latina, o trecho leste do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, deve ser concluído até julho deste ano. Com 43,5 km, a rodovia passará pelos municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Mauá, Poá, Ribeirão Pires e Suzano, atendendo a 48 mil veículos por dia. O anel viário ligará o maior porto, o de Santos, ao maior aeroporto do País, o de Cumbica, e pretende reduzir em aproximadamente um terço o tempo de percurso entre a cidade de Guarulhos e a região do ABC paulista, servindo como alternativa ao complexo Jacu-Pessêgo.

A inserção de uma obra de enorme proporção em meio ambientalmente complexo – onde ocorrem remanescentes florestais da Mata Atlântica, áreas alagadas, solos rochosos e segmentos sinuosos – motivou o uso de tecnologias construtivas inovadoras. “Diferentemente dos demais trechos do Rodoanel, em que o início do trabalho das concessionárias foi precedido das autorizações, a obra Leste foi licitada com licença prévia e todo o licenciamento subsequente ficou por conta da concessionária, a SPMAR. Por isso, depois de fechada a concessão, tivemos de reprojetar a obra para desenvolver soluções que reduzissem o impacto ambiental da construção“, explica José Carlos Britto, diretor de engenharia da Contern, construtora do grupo Bertin e administradora da obra.

As soluções de engenharia concentraram-se, sobretudo, na execução das obras de artes especiais. “Mais de 50% do custo estava relacionado a essa etapa“, explica Brito. Entre as inovações, destacam- se o uso inédito de tecnologia portuária e cimbramento móvel para construção suspensa de quase 9 km de um elevado, além da perfuração com enfilagem e a instalação de unidades de britagem para reutilização de agregados.

Fonte: http://infraestruturaurbana.pini.com.br/

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